Notícia

Mulher e Direitos Humanos

Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas
Quarta, 12 Junho 2019 10:35
RESPEITO

Estudantes do ensino médio de escola pública participam de palestra sobre racismo

Ação da Semudh teve como objetivo chamar a atenção do público jovem quanto ao preconceito contra a pessoa negra

Encontro contemplou também a força e a luta da mulher negra frente ao racismo ao longo dos anos Encontro contemplou também a força e a luta da mulher negra frente ao racismo ao longo dos anos Bruno Levy

A equipe da Superintendência de Políticas para a Mulher, da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh) realizou uma palestra sobre racismo para estudantes do ensino médio da Escola José Aprígio Brandão Vilela, no município de Teotônio Vilela, interior do estado.

Durante a palestra, a assistente social Mirian Soares chamou a atenção dos estudantes quanto ao racismo velado na escola e o negro na sociedade antes e na atualidade.

"São atitudes que muitas vezes soam inocentes, mas na verdade esconde algo muito ruim. As palavras ou atitudes acabam machucando o outro que começa a sentir vergonha da sua cor, do seu cabelo, da sua boca, nariz", disse Mirian.

Ela ainda falou sobre a luta da mulher negra frente aos obstáculos machistas e racistas no dia a dia e de símbolos femininos como Aqualtune, rainha, guerreira e nome da resistência afro-brasileira contra a escravidão e o racismo, e Ângela Davis, importante nome na luta da mulher negra estadunidense na década de 60.

Palestra racismo 5

A assistente social do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Teotônio Vilela, Jéssica Miranda, acredita que os estudantes agora terão um novo olhar em uma questão tão séria que é o racismo.

"Momentos como esse trazem para o meio acadêmico um assunto muitas vezes invisibilizado e deixado de lado, apesar de estar presente em todos os instantes do dia a dia, na internet e nas brincadeiras", explicou Jéssica.

Combate ao racismo

Palestra racismo 7

Novas ferramentas de combate a este tipo de preconceito foram adquiridas pela estudante do terceiro ano do ensino médio, Estela Nascimento. Segundo ela, a principal arma contra este pensamento ultrapassado é o conhecimento.

"A principal arma contra a ignorância é a instrução. É a partir dela que multiplicamos as informações, por meio do diálogo, independente de cor da pele, credo e idade", falou Estela.

Ainda de acordo com a estudante, "é preciso dar ênfase ao tema para bater de frente contra esse racismo velado, escondido, e mais ainda quando ele se torna escancarado", complementou.