Notícia

Mulher e Direitos Humanos

Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas
Segunda, 06 Maio 2019 13:16
COMUNIDADE

Direitos Humanos foi tema de debate em reunião do Fórum Popular de Segurança Pública

Evento ocorreu durante a 14ª Mundaú Lagoa Aberta, no domingo, 5, ação cultural à beira da Lagoa Mundaú, no Vergel do Lago

Comunidades e lideranças da região da favela Sururu de Capote e do Vergel do Lago se reuniram ontem, 05, à tarde, durante o Mundaú Lagoa Aberta – projeto de iniciativa popular que realizou sua 14ª edição em homenagem às marisqueiras, e ao Mês das Mães, na orla lagunar, próximo ao Monumento ao Milênio. O evento, aberto ao público de todas as idades, sempre ocorre durante o primeiro domingo de cada mês, com uma agenda de ações em diversas áreas: lazer para as crianças, apresentações culturais, musicais e esportivas, rodas de conversas com temas de interesse dos moradores das comunidades próximas, especialmente os jovens.

Roda de Conversa sobre Direitos Humanos

Com a participação de lideranças de diversas instituições culturais, como a Associação Cultural Ginga Brasil, Quintal Cultural, e representantes do Fórum Popular de Segurança Pública de Alagoas – articulação que reúne movimentos sociais, núcleos de pesquisa, coletivos e organizações comunitárias para fomentar e discutir políticas públicas de segurança com a visão popular, a Roda de Conversa sobre Direitos Humanos foi uma das atrações do Mundaú Lagoa Aberta, e contou com a participação da superintendência de Políticas para os Direitos Humanos e Igualdade Racial da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh).

Elias Lourenço, representante do Fórum Popular de Segurança Pública, afirmou que a roda de conversa ocorre não só para discutir a segurança pública pela ótica de quem vive nos bairros periféricos de Maceió e sofre a ação da violência diariamente como também saber se o modelo atual implantado dialoga com os direitos humanos, tema considerado prioritário para o Fórum. Segundo Elias, o Fórum busca ocupar espaços de participação social para construir um documento que represente os anseios das comunidades e que possa ser apresentado durante a Conferência sobre Segurança Pública no Nordeste a qual ocorrerá ainda este ano. 

Ao responder aos vários questionamentos dos participantes, o superintendente de Políticas para os Direitos Humanos e Igualdade Racial da Semudh, Mirabel Alves, ressaltou ser prioridade da gestão atual implantar um centro de referência de direitos humanos com uma equipe de profissionais para atuar exclusivamente recebendo e tratando as demandas da área. Ele também falou a respeito da importância dos conselhos como o de Igualdade Racial, LGBT e de Direitos Humanos, instituições que têm a representatividade da sociedade e contribuem para os avanços das políticas públicas e o cumprimento dos direitos sociais principalmente das populações mais marginalizadas.

O Mestre Bode, como é conhecido o professor de educação física e capoeira, David Washington, pediu à Semudh para que ajudasse a abrir as portas para projetos de socialização de jovens e crianças por meio da prática de capoeira, pois, segundo ele, ainda há muito preconceito a esse tipo de esporte e falta de visão de muitos gestores de escolas públicas que não valorizam a capoeira como instrumento de educação e integração social de jovens em situação de vulnerabilidade. O superintendente da Semudh sugeriu articular reunião com as secretarias envolvidas para que o educador possa apresentar seus projetos sociais.  

05/05/2019