Notícia

Mulher e Direitos Humanos

Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas
Segunda, 29 Abril 2019 13:22
INCLUSÃO PELO ESPORTE

Governo do Estado e associação realizam o Campeonato Alagoano de Vôlei Sentado de Areia

Paratletas de munícipios do interior e da capital competiram neste sábado (27), na praia de Pajuçara

Associações ligadas à pessoa com deficiência da capital e do interior participaram da competição. Associações ligadas à pessoa com deficiência da capital e do interior participaram da competição. Bruno Levy

A inclusão da pessoa com deficiência no esporte abre novos caminhos para uma vida mais saudável e participativa na sociedade. Sendo assim, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), em parceria com a Associação dos Deficientes Físicos de São Miguel dos Campos (ADEFSMIC), realizou, neste sábado (27), o Campeonato Alagoano 3x3 de Vôlei Sentado de Areia, na praia de Pajuçara, em Maceió.

Mais de 20 paratletas vindos de Arapiraca, São Miguel dos Campos e da capital participaram do torneio durante toda a tarde. A iniciativa da Semudh e Adefsmic visa utilizar o potencial do esporte enquanto instrumento eficiente de inclusão social para as pessoas com deficiência.

“Eles podem e devem estar inseridos, praticando esporte, tendo uma vida mais feliz e mais saudável. A Secretaria não se limita apenas a ajudar com material como órteses e próteses, mas tem como um dos principais objetivos tornar as pessoas com deficiência participativas”, disse o superintendente de Políticas para a Pessoa com Deficiência, Gino César Menezes.

Já de acordo com o presidente da Adefsmic, Ednaldo Vitor, a parceria com a Semudh foi fundamental para a realização do campeonato. “Essa atividade traz a questão da inclusão social, do direito da PcD e, mais que tudo, nos empodera a estar junto da sociedade participando do esporte como um todo”, explicou.

Único time feminino

O destaque do campeonato ficou para o time de mulheres da Associação Atlética Anthares, de Maceió, o único do nordeste na modalidade.

Uma das participantes é Rosângela Santos, aposentada por invalidez de 64 anos que possui uma deficiência na perna direita e atua há dez anos como paratleta. Para ela, ser o único time feminino não é uma boa notícia, visto que a maioria dos times na modalidade, principalmente no Estado, é masculino.

“A dificuldade está em procurar paratletas dispostos a participar. Uma vez ou outra estamos renovando. Precisamos de mais mulheres dentro do esporte. Treinamos e participamos de atividades como esta apenas com homens, o que não é ideal”, relatou Rosângela.

Ainda segundo a esportista, a prática do vôlei sentado exige bastante do corpo, porém todo esforço é recompensado apesar dos 64 anos. “Todos os movimentos de locomoção, ataque, defesa, dependem dos nossos braços, mas tudo isso é gratificante, pois é relaxante, divertido, fazemos novas amizades e não estamos parados”.

O campeonato

A competição foi subdividida em três etapas. Na primeira, os seis times participantes de associações da capital e do interior se dividiram em dois grupos as quais se enfrentaram contra os outros, são eles: Maceió A e B, Arapiraca A e B e São Miguel dos Campos A e B. Os quatro primeiros colocados seguiam para as semifinais e depois a final.

O primeiro lugar ficou com o time do Complexo Tarcísio Freire, de Arapiraca. O segundo lugar foi a Adefsmic B de São Miguel e, em terceiro, a equipe masculina da Associação Atlética Anthares de Maceió. Todos receberam medalhas e troféus pela participação no campeonato.

Um dos organizadores do evento, Tenente Marcelo, destacou a união entre as associações e a Semudh e acredita que a prática do vôlei sentado em Alagoas passará a ser mais observada pela população. “O evento só foi possível graças ao empenho das associações e da secretaria. Somente desta forma é que estas pessoas podem ter o prazer de participar e praticar o paradesporto em competições. Isto é fundamental”, falou.

Interiorização

Assim como o Praia Sem Barreiras, projeto de inclusão que leva pessoas com deficiência para um dia de lazer com banho de mar, a proposta da Superintendência é de interiorizar o campeonato para outros municípios do interior. No ano passado, por exemplo, a Semudh realizou o “Lagoa Sem Barreiras” no município de Pilar, às margens da Lagoa Manguaba.

“A proposta agora é interiorizar esta competição em lugares abertos como lagoas, rios e afluentes nas próximas. Precisamos que estas práticas de esportes cheguem também às pessoas com deficiência do interior e fujamos um pouco dessa centralização da capital”, disse o superintendente Gino César.